Revolução transexual

Os transexuais não se identificam com o gênero de nascença. Diferentemente do que muita gente pensa, essa condição não está condicionada à orientação sexual. Ela se manifesta muito cedo, na primeira infância, quando as crianças começam notar as diferenças entre homens e mulheres.

A Organização Mundial de Saúde estima que uma em cada 30 mil pessoas nascidas no gênero masculino e uma em cada 100 mil  pessoas nascidas no gênero feminino sejam transexuais.

Para essas pessoas, a adolescência, quando as características físicas do gênero com o qual elas não se identificam se acentuam, é um período de grande sofrimento. Muitas tomam medidas drásticas como automutilação ou cirurgias clandestinas.

Por isso, em alguns casos, a melhor saída é procurar ajuda proficional para bloquear a puberdade e iniciar um tratamento hormonal para posteriormente realizar uma cirurgia de redesignação sexual.

Atualmente esse processo todo pode ser feito gratuitamente no Brasil. Mas isso não diminui os desafios das pessoas trans, que ainda são vítimas de preconceito e violência. Para se ter uma ideia, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo.

Como é viver num corpo em que você não se reconhece? Como o entendimento da transexualidade mudou ao longo do tempo? Como é o processo de bloqueio puberal e como são as cirurgias de redesignação sexual?

***  Você pode assinar o podcast gratuitamente no iTunes, no Spotify e nos principais aplicativos de podcast ***

– Entrevistados do episódio:

Maite Schneider

Militante LGBT, criadora do site Trasempregos.

Daniel Mori

Psiquiatra do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual – AMTIGOS.

Majo Martinez Campos

Diretora executiva de RH da Atento.

– Mergulhe mais fundo

Como mudar de sexo

– Ficha técnica:

Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini

Trilha sonora original: Paulo Gama

Mixagem: Vitor Coroa

– Colabore com a Rádio Escafandro:

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2 comments on “Revolução transexual

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